Saturday, December 21, 2013
... brisa do sábado.
Oscilo e vacilo
Nessa busca discreta
O amor é voraz
Voz do gemido
Beirada de cais
Sinto-me entregue
Pássaro que voa
Sorriso desconhecido em reflexo
Sensação imaculada,
Coisa que irradia, emana
fecha os olhos
se cala.
Ádila de Carvalho – 13:18.
Tuesday, September 24, 2013
Voz e fundo.
Pensar em você
Hora é perceber
que o mundo ganha sentido e graça
que pode apenas a presença em lembrança
nutrir as flores desta primavera.
Algumas vezes é ter raiva
pensar que liberdade mesmo
seria poder seguir sem se preocupar
com o que cada passo da própria vida particular
possa causar
a tua vida também singular.
É ainda assim
escolher seguir
lembrar, esquecer
Pensar em você horas pode apenas ser
escovar os dentes e reparar
no reflexo sorrindo
à imaginação que flui.
Pensar em você
É achar que o universo conspira
a rádio toca uma música
um sorriso vai a toa
vai voando com o vento,
vai
é recíproco
e recito
amor
em pensamento.
24/09/2013
Friday, June 07, 2013
Friday, June 29, 2012
Regressar
O silencio é minha língua
Há dias que
quase esqueço meu berço
quase esqueço meu berço
Sinto medo
Já não quero mais
a rima
de uma palabra
que não possa me abrigar
Já não quero mais
a rima
de uma palabra
que não possa me abrigar
Desejo,
Dentro dessa perfeição
Achar um motivo indigesto
Para talvez chorar.
Friday, October 14, 2011
Ventos D'oeste
O Nascimento de Vênus; Sandro Botticelli, 1483, têmpera sobre tela,172.5 cm ×278.5 cm. - Galleria degli Uffizi, Florença.
14 de outubro de 2011 - 18h45m
Quando penso em falar
O que não diria em letra
Debruça-se nos dedos um mar
E nele cantam sereias
Fico arredia
Ecoar, para quê?, um canto
Mas me vejo além dos porquês
E começo nadando.
Depois de um tempo
De maresia, ressaca
Me vejo em nova braçada
Um mar de pedras encontro.
Fico em mim,
tacanho
Sabendo esse peito
Jorrando
De pensar;
mesmo longe, nos vemos.
Descobrindo amor e beleza
E um deleite por Vênus.
Thursday, October 06, 2011
Flor con'versa, comigo
15h34m, 5 de outrubro de 2011
Algumas vezes não consigo sorrir.
(... não posso dizer o mesmo sobre chorar)
Mas dentro de mim é cachoeira de muitas quedas
D’uma emoção linda que me dá.
Ádila Ágatha de Carvalho - a de lá
Friday, August 05, 2011
Poesia Carne.
... agosto de 2011
O sentimento que traduzNão é o mesmo compondo
Ou masturb’a lembrança
Ou vasculha sinônimos
Traduzir em verso
É quase compartilhar o gosto
Compor é coisa prática
Lençol sujo de gozo
Eu não vou traduzir
Muito menos quero compor
Quero apenas sentir
A arte do novo amor
Rima, pra quê rima?
Rasgo tudo. Termine como queira
O calor do nosso amor
Sem trilhos sem vírgula Centelha...
Reta essência
Reticente que nem cabe vergonha
A vida é uma cama
Que só cabe nós dois
Diante um muro.
Sem ninguém do outro lado.
O próprio amor petrificado.
Como não imaginava.
Rijo e doce
Enquanto ama é poeta
Só o corpo com-versa
Pois em mim faz-se rima
poesia carne
Wednesday, December 01, 2010
"Singularidade Recíproca"
Amo, amo! Sou amadora
Sofro de todos aqueles males.
Me desnudo entre os dedos do gigante
Pereço a vaidade rasa dos trages
Posso rir na eloquência
Sofrer, chorar dores tão conhecidas
Errar como quem se baliza
Aconchegar-me adulta, na parte menina
Deixo o não entender entrar
Chão de lã, teto de íris, paredes de vidro
Me descubro no ouvinte de fora
Coisa humana que jorra do atrito
Clama pele, póros, pêlos
Qual foto-síntese não obrigatória
Ama quem pode livre
Aprisionar-se em sentimentos de agora
Anestesiar neste ir sinestésico
O quão ingênuo à ponta de um giz
Reconciliando-se com o Deus amor
Numa plena pulsação vis-à-vis.
(Último instante do novembro de 2010)
* memória digital dos passos - (20:58 / 01-12-10)
A inspiração não se masturba. Mas goza do agora como quem não se abstém dos instantes
Monday, September 20, 2010
Senti-la'ncia
Sossegaram os passos.
Quase não há receios.
Ao redor dos cabelos.
Lapsos se compassaram.
Sentia-os em veemência
Cintilavam.
Senti! La-
vravam uma calmaria.
Sem ti,
Sem mim,
Contudo...
Com tu(n)do.
Sossegaram ...
Fiquei feliz e tacanha.
Fiquei e estou sendo. (e outros verbos)
Versos ébrios de tanto m’eu.
Sem saber com qual
ou quê arte-manha (manhã)
ou coisa vespertina,
vi-me menina...
Sosseguei.
Ádila Ágatha de Carvalho (setembro em primavera, 2010)
Sunday, September 19, 2010
Corre! Queira... inTERpretação rasa.
Esquece coração. Esquece!
Se aquece nas andanças
Esquece das lembranças.
Fica calmo. Fica alvo.
Desrrubreça!
Torne-se uma folha calada
E me deixa. Me deixa a salva!
Seiva atada nas paixões corriqueiras.
Como eu queira...
Na beira do seja ou não seja
Do que vinga em nada
Do que é liberto
indoloso e comparável
Excitante por ser vago
Constantes inspirações que trago...
Tragos e mais tragos
Insensata...
Romantismo?
Minha tese sem prática
Minha fala mais farta
Ceticismo (fictício)
Intrínseco n’alma
Que agora extra vasa.
Fui tragada,
engolida, devorada, mergulhada...
Calor que encaixa
Vibração harmoniosa.
Me invadiu, me invade...
Não há átomo que me salve!
Ópera e vinho. Holofotes...
Palpitações, vontades, choques.
Inconsentido golpe que me invade
... e m’invade, m’invade, m’invade
Encaixada!
Batendo as cortinas da pálpebra.
Gemendo trovoada
Nessa tem-pés-ta(r)de
Entre o eros e o ágape.
Ádila Ágatha de Carvalho
p.s [desculpo-me à imagem o silêncio de poucos olhos. Os menos prosos recusariam.]
p.s [desculpo-me à imagem o silêncio de poucos olhos. Os menos prosos recusariam.]
Friday, April 16, 2010
Dou morada para os fungos
Não me envaideço com olhares surdos
Nessa quimera, na qual sou apenas vulto
Danço com o tempo,
Decompondo o traje dos astutos
Nesse corpo em que moro, mas não habito
Estou de volta às tempestades vastas
Mas sigo em relutância
Pela esperançosa rutilância
Daqueles que ainda possuem alma
Quisera, antes de perceber a idade
Ou o gosto do podre começar a gritar na carne
Perceber o verdadeiro silêncio
Dos tímidos convexos, que no espelho
Calam a beleza dos seus reflexos sem vaidade
Vai idade,
Tempo em que sonhar era excitante
Muito que embora tímido e hesitante
Não se fazia medo o amanhã
Nem se fazia receio o ontem
Dou morada para os fungos
Não me envaideço com olhares surdosNessa quimera, na qual sou apenas vulto
Danço com o tempo,
Recompondo meu traje de matuto
Ádila Ágatha de Carvalho (março de 2010)
Wednesday, December 09, 2009
Dançantes da inconstância
A ânsia é uma dança
Na andança
Da inconstância
Da vida
E em momento de abundância
É de se convidar para dança
Até os que aparentam
Não nos ser de intimidade
Mas que para originalidade
da essência desta protuberância
De dúvidas e cores
Há plena
Significância
De sermos todos dançantes
De amores
Agora lhes permito dizer:
- Vim e amei-vos.
Ádila Ágatha de Carvalho ( sereia na dança ¹ - dezembro 2009)
Saturday, November 21, 2009
Imundo - Inundo de mundo.

Quisera ser principiante,
Desses que nunca se principia a coisa alguma.Passo que não é o primeiro,
Degrau que não se sabe.
Que se sobe
Sem intenção alguma do altificar.
Parece que me inunda de mundo
Cada passo em falso,
Eu afundo
Faço de mim errante
E vicejante de catástrofes.
Meu psicoilógico
Esbraveja sentimentos estranhos,
Mas parece que entranho,
Mesmo tentando estar inerente.
Me moribundo
Demente que desmemoria o peito.
Parece de se fazer derradeiro,
Seguindo e cantando rumo ao alheio.
Matando a vontade de nadar,
À vontade na ação da mergulhada ao nada.
Uma arrogante crônica de contratempos
Sincronizados
Padronizados de despropósitos.
Quisera ser principiante,
Desses que nunca se principia a coisa alguma.
Que não reclama da falta
Que não experimenta o ter.
Quisera apenas desconhecer
O terno sabor do deleite,
Não esperançar-me do que é alheio
Ser um boiadeiro,
E tocar a boiada pro além.
Quem me dera apenas ser alguém,
Principiante que nunca se principia,
Que não inicia,
Apenas se envaidece de paz
Contida
Atinando plenitude.
Não me inundar de mundo,
Evitar tornar-me mais um imundo.
Desnudo de decência
Quisera ser alguém que não ama,
E que também não se amedronta
Diante a avidez da vida.
Ádila Ágatha de Carvalho ( novembro de 2009)
Saturday, October 31, 2009
Entre idas e V'índias.
Os poetas estão reunidos,
Taciturnos em suas aldeotas,
Escondem-se no âmago da terra
Como uma força genuína,
Que atuando secretamente
Ainda nos revigora.
Mesmo nas entrelinhas do quão morrem na história.
Dentro em breve,
Sinto que essa nebulosa de caos explodirá
Vamos implodir milhões de estrelas,
E seremos para o dia,
Aquilo que elucidará
Num raiar de luz baldia.
Celebraremos ingênuos,
Uma batalha sem perdedores.
Ganharemos todos, uma nova chance.
De sermos apenas frutos de amores.
Os guerreiros estão reunidos,
Na espreita do momento coeso,
Para tornar esse mundo espelho,
Refletindo uma luz celestial,
Como uma infinda manancial
Que contentará nossa sede de paz.
Os guerreiros estão reunidos
Munidos apenas de vontade,
De transformar-nos numa centelha,
Que finalmente nos reverencie ao pai!
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Herança sem paradeiro
Rogo por um resplandecer da inocência
O despertar de um contentamento simples.Que seja esse tempo menos exigente conosco,
Que queremos apenas ser felizes.
Rogo por um mergulho as matrizes,
Um relembrar que frutifique a essência
Que desperte o sentimento que adormecera,
Em meio essa maledicência.
Rogo por um bacelo de afeto,
Que refloreste tudo de sentimento videiro.
E que goteje uma felicidade pura.
Dessa herança à deriva
sem paradeiro.
(outubro de 2009)
Somos todos estranho/ e eu também sou você
Temo tempos difíceis,
Decidiram banir a emoção.Ninguém mergulha sem saber nadar.
Ninguém ama sem saber amar.
E ninguém sabe como aprender a lição.
Parecem todos magoados,
Estão todos comovidos ou receados.
Veio e foi moendo, até com certo gosto
Começaram banindo um povo,
Depois outro...
Depois outro...
Agora classificam as mentiras por cores,
Brancas, pretas...
Maliciou-se.
Engraçado que,
Não se sabia viver até cair nessa andança.
E ninguém acompanhou a dança...
As cores não são atenuantes de uma batalha ou de um culto.
É a maquilagem que nos faz cada vez mais ocultos.
Caminhamos em controvérsias
Rumo a tempos de sentimentos rasios,
Parece um imensurável redemoinho,
Do qual não se tem escapatória.
É uma ferida que não para de minar,
E não adianta pestanejar,
Relutantes são minoria,
A maioria sequer sabe que está contaminado.
A maioria sequer sabe que está pra se contaminar.
Parecem todos envaidecidos
Tornou-se bonito não ter alma
O corpo não é abrigo, nem casa.
É aquilo que nos traveste de fantasmas.
Como um pano de maldade a nos cobrir,
E tem até dois furinhos na parte que cabe aos olhos,
Para que não deixemos de enxergar.
Mas que em eras digitais são olhos em 3D...
Que transformou a imagem do paraíso.
Num vislumbre de cores
Que só são percebidas em HD.
Não vão poupar a mim,
Remotamente também você,
E pior é ser seu próprio algoz,
Um torturador manso.
Um mero colaborador anônimo.
Assassino sem nome.
De um assassinato sem voz.
É uma aflição que só pode ser contida.
Pois são tempos de brevidade...
Esconder-se é só um rompante.
De almas que nessa vida não atingem longevidade.
São tempos também de egos,
Somos todos estranhos.
Não se tem mais elos
E eu também sou você.
Eu sou somente alguém assustado.
Que deseja apenas se pintar,
Alguém que mergulha sem saber nadar
E que aprende vivendo,
a viver.
Eu sou somente alguém matuto.
Que consegue antever a morte da alma no mundo,
Que deseja apenas se pintar,
Para Deus louvar.
Em um culto, não muito oculto,
De nos preservar.
Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Monday, October 26, 2009
A cor dar ao dia.
Quero acordar a cor,
Desse acorde que me soa suave,
Do temperamento que não se receia,
Mergulhando em liberdade.
Quero apenas que adormeça
Esse palpitar que hora é mais explosão,
Desse vôo que se faz introspectivo
Mas que processa um coração.
É difícil viver em continência,
Tentando se invisibilizar
Mas depois de muitos fracassos,
Desistir parece verbo de conjugar.
Tu desistes,
Eles desistem...
A vida parece moer aqueles que insistem.
Parece uma guerra em que todos estão sendo convocados.
E mal sabem em prol do que batalham.
Quero acordar a cor,
De o dia não ruir com a noite,
De a escuridão ser apenas um açoite
Que fura o céu em pequenas estrelas.
Se eu não desisto...
Se tu não desistes...
Tornamo-nos versos mais que perfeitos.
Onde ninguém mais adormece o peito.
Com a peleja de sentimentos tristes
Pareço uma calmaria que abriga uma explosão.
Rogando para que não me enxerguem como mais um soldado
Desse mundo em transformação de tornar-se vão,
E vasto
De tom tão sem emoção.
Eu quero a cor dar neste dia,
Mesmo uma cor de céu nublado,
Uma doçura mais que extensiva
Feito giz que se expressiva num quadro.
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Conheci um dia colorido,
E guardei com muito trato,
Em nuances que parecia até pintura
E que na retina se fez grafia de imagem.
Era foto e retrato
Era foto e retrato
Mas parece que em dia de chuva,
Aquele tanto de cor nem se retrata,
A chuva pula pela janela,
E maltrata a pintura de cinza.
A lembrança não se protege
Se reboliça no atemporal
Parece que ora desiste
E a recordação não resiste
Diante à resignação da tempestade
Milhões de sorrisos no arquivo,
Sendo corrompido pelo arquétipo de um choro
Antes fosse temporário,
E menos temperado de mágoa.
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Sunday, October 25, 2009
Em lua arada
Essa formosa e tão distinta
Que distante consegue estar tão perto,Parece nos fazer ressoantes
Mesmo em instantes minguantes.
De sentimentos singelos.
Quisera eu acolher-la, ó lua cheia
Tal qual bola de cristal.
Não para antever o porvir
Mas fazer-la guia de me instruir
Abrando desse introspectivo manancial
de afeto...
Que não me faça soar estrépito
Todos os segredos desse hemisfério-meu.
Enluarando de solstício
Tornando algo auspício,
Esse meu mergulho ao mistério.
Lua nova que de nada cria expectativa
Sendo ao longe espectadora de romances
Quero acolher-la no ventre
Pra tentar compreender nesse instante
O desenrolar desse doce rompante.
Doce e razante,
Que ora vejo reluzente
Contido porém palpitante
Oh! Luar tão bem crescente...
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Tuesday, October 20, 2009
Sem ti, mental
Romances embalados
Em baladas que não mais se escuta
Um vivente também se cansa,
De dançar conforme a música.
É comum que se espere,
Corriqueira companhia,
Infortúnio é que se pense,
Sobrepor-se ao que jazia
Sem recalques de falso encanto,
Sequer camufla um ou outro interesse.
Pro desatino de tornar-se par.
Espera o acaso se dissipar
Transformando em nostalgia
A eterna falta do que nem se tinha.
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
... um eterno vicejo.
Uma liberdade sem malícia
Prática pra puro abandono.Uma fragilidade bem aventurada,
De apenas sonhos.
Uma liberdade sem malícia
Que suando aflore sentidos,
Mais suave que pólen,
Sem abstrair os espinhos.
Uma liberdade sem malícia
Um descanso de devaneio
Um toldo que cobre a pele
Sem censura, sem pudor, sem medo.
Uma liberdade sem malícia
Num estado de eterno vicejo.
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
A fonte de afronto
Parece que a fonte,
De fronte a retina minha,Resigna-me o tanto que mina
Me denomina pessoa que tem sede
Parece também afronto,
Tem água de saciar,
Em mim e nas gerais.
E não sede.
Mas eu não posso beber.
É uma nascente abundante,
E fica logo ali de fronte a minha sede.
E não sede.
Vontade imensurável de m’embebedar
E depois conter
Esconder a secura que há adentro,
Um sertão vasto,
Que nem tem cacto,
E que tem espinho.
Parece uma fonte de afronto,
Minha sede se resigna,
E míngua com a lua,
Cheia de sede.
Que não sede.
Mas eu não posso beber.
Ádila Ágatha de Carvalho (outubro de 2009)
Thursday, October 15, 2009
Que existe par, para os ímparfeitos
Há quem não tenha tampa.
Quem flertes não planta.
Que amores nunca colhe.
Que se acolhe,
Dentro da própria ímpar.feição.
Há quem sempre seja pescado por uma paixão.
Somente pesca dor de ilusão.
Pescador numa maré cheia,
Mas amar é vazia onda,
Que ronda estrago intragável.
Há quem seja apenas ímpar feito,
Que nunca há de partir-se par
Que em pista de mão única,
Acabe na viela e na contra mão.
Há quem não perceba o refrão.
Dentro da própria ímpar feição.
Ádila Ágatha de Carvalho (setembro de 2009)
Ímparfeitos
Eu quero um amor de heresia,
Livre,
Aprisionado pelo sentimento.
Mas sem o firmamento
Dos supérfluos acordos terrenos
Um amor puro,
Aonde não se peça a mão.
E nem se ambicione ter o corpo,
Ou apenas o coração
Um algo que seja pleno,
Mesmo aparentemente tolo.
Que tenha mais euforia
E não só as intenções de outro.
Que sobreviva no descaso,
Por andar descalço de cobranças,
Porque apenas impulsiona,
Ser amor e nada mais.
Ádila Ágatha de Carvalho. (outubro 2009)
O Outro
O Outro,
Pro corpo quente que sente frio,
Pro coração cheio, de tanto vazio...
Pro possível afago,
Pro provável agrado,
O outro
Até pro inesperado...
O poço,
Até pra falta de fundo.
Até pro solitário balde suicida n’uma corda
O poço,
Até pra falta d’água.
Para adentrar, adentrar...
O fio positivo,
Do suposto oposto que atrai,
O afio, negativo...
O par,
Pro número que não casa com outro,
Mas que pode vir a dividir...
O par,
Pros ímpares...
Ainda que não par.ecida simetria,
Impar feitos de diferenças,
Perfeitos para incumbência
De se fazer companhia
De dois mundinhos a.par.tes.
Pros que procuram florestas
Dentro de árvores...
Ádila Ágatha de Carvalho. (Maio de 2006)
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